O Exército de Israel avançou nesta terça-feira (3) para novas áreas no sul do Líbano, ampliando a presença militar no território vizinho. A movimentação ocorre em meio à escalada de confrontos com o Hezbollah e amplia a operação terrestre iniciada após o rompimento do cessar-fogo firmado em novembro de 2024.
De acordo com autoridades israelenses, a ofensiva foi autorizada pelo governo como parte da estratégia para impedir novos disparos de foguetes contra o norte de Israel. Tropas já ocupavam cinco pontos estratégicos desde o fim da trégua anterior e agora passaram a controlar posições adicionais consideradas sensíveis na faixa de fronteira.
Além do avanço por terra, a aviação israelense realizou bombardeios direcionados a lideranças do Hezbollah em Beirute. O grupo, aliado ao Irã, respondeu com ataques contra alvos militares israelenses. A milícia decidiu entrar diretamente no confronto regional no último domingo (1º), lançando foguetes contra Israel após a ofensiva conduzida por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.
O governo libanês informou que pelo menos 40 pessoas morreram desde segunda-feira (2) em decorrência dos ataques aéreos israelenses, entre elas crianças. Organismos internacionais relatam uma crise humanitária em rápida expansão.
A Organização das Nações Unidas estima que ao menos 30 mil libaneses deixaram suas casas desde o início dos combates mais recentes. Parte deles foi acolhida em abrigos administrados pela ONU, enquanto outros passaram a noite em veículos ou à beira de estradas, diante de congestionamentos e falta de estrutura.
O Exército libanês recuou de áreas próximas à fronteira para evitar confronto direto com as forças israelenses. O primeiro-ministro Nawaf Salam declarou que não autorizou ações contra Israel e sinalizou disposição para negociações, ao mesmo tempo em que determinou restrições às atividades militares do Hezbollah.
A escalada regional ganhou força após os ataques ao Irã no sábado (28), ampliando um conflito que já deixou centenas de mortos e abriu novas frentes no Oriente Médio.
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