A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã registrou um novo episódio em alto-mar e longe da região central do conflito. Uma embarcação militar iraniana foi destruída após ser atingida por um torpedo lançado por um submarino norte-americano próximo à costa do Sri Lanka, a cerca de 3.500 quilômetros do principal teatro de operações no Oriente Médio.
Equipes de resgate do Sri Lanka informaram nesta quarta-feira (4) que já foram recuperados ao menos 87 corpos após o naufrágio do navio IRIS Dena. Outros 32 integrantes da tripulação foram retirados com vida das águas, enquanto aproximadamente 60 marinheiros continuam desaparecidos. As buscas seguem em andamento.
O episódio chama atenção por ocorrer fora da zona tradicional de confrontos e por envolver um tipo de ataque raro na história recente das guerras navais. Afundamentos de navios de guerra provocados por submarinos tornaram-se incomuns nas últimas décadas.
O caso mais lembrado ocorreu em 1982, durante a Guerra das Malvinas, quando um submarino britânico afundou o cruzador argentino ARA General Belgrano, causando a morte de centenas de militares.
Para os Estados Unidos, a ação representa um marco pouco visto desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Na ocasião, submarinos foram amplamente utilizados no Pacífico contra embarcações japonesas.
De acordo com informações divulgadas pelo Pentágono, a ofensiva foi executada por um submarino de ataque cuja identidade não foi revelada. A Marinha americana mantém diferentes classes desse tipo de embarcação, sendo a mais numerosa a classe Los Angeles. O armamento utilizado teria sido um torpedo pesado Mk48, conhecido por sua capacidade destrutiva e precisão.
O navio atingido, o IRIS Dena, havia sido incorporado à frota iraniana em 2021 e era considerado um dos modelos mais modernos da Marinha do país. Embora classificado por Teerã como fragata, especialistas militares apontam que suas características se aproximam mais das corvetas, embarcações de menor porte.
O episódio ocorre em meio à intensificação da disputa naval entre Washington e Teerã, enquanto o controle do estratégico Estreito de Hormuz segue no centro das tensões globais.
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