A Polícia Federal apresentou, nesta quinta-feira (23), um novo pedido à Justiça para manter presos investigados da Operação Narco Fluxo, entre eles os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira, ligado à página Choquei. A solicitação ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anular as prisões temporárias do grupo.
A mudança de estratégia acontece porque, segundo a PF, a análise recente de provas recolhidas na operação, como celulares, documentos e movimentações financeiras, reforçou a suspeita de atuação contínua em um esquema de lavagem de dinheiro.
A investigação aponta que mais de R$ 1,6 bilhão teriam sido movimentados por meio de atividades ilícitas, incluindo apostas irregulares, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas, além do uso de empresas fictícias, intermediários e transações com criptomoedas.
Os investigados haviam sido detidos no dia 15, mas a decisão do STJ considerou irregular o prazo da prisão temporária. O relator do caso, ministro Messod Azulay Neto, entendeu que a medida foi aplicada por um período maior do que o solicitado inicialmente pelos próprios investigadores, o que levou à revogação das detenções.
Diante desse cenário, a Polícia Federal argumenta agora que a prisão preventiva se justifica pela gravidade do caso e pelo risco de continuidade das atividades investigadas. Também há preocupação com a possibilidade de interferência nas apurações, seja por destruição de provas ou combinação de versões entre os suspeitos.
A defesa de MC Ryan SP contestou o novo pedido, alegando que a solicitação foi feita fora do momento adequado e que não haveria elementos novos que sustentem a medida mais rigorosa. Os advogados defendem o cumprimento integral da decisão do STJ.
Até agora, MC Ryan SP permanece no Centro de Detenção Provisória de Belém, na zona leste de São Paulo, enquanto não há definição oficial sobre sua liberação.
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