A tentativa de Carlos Bolsonaro de disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina enfrenta resistência significativa do eleitorado local. É o que aponta levantamento divulgado na quarta-feira (1º) pelo instituto AtlasIntel, que avaliou a percepção dos catarinenses sobre a mudança de domicílio eleitoral do ex-vereador do Rio de Janeiro.
Conhecido nas redes sociais como “filho 02” do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos deixou o cargo após sete mandatos consecutivos na Câmara Municipal carioca e transferiu seu título para Santa Catarina no fim do ano passado. A movimentação teve como objetivo viabilizar sua candidatura ao Senado em um estado considerado estratégico para o bolsonarismo.
Apesar disso, os dados indicam que a estratégia não foi bem recebida por boa parte dos eleitores. Metade dos entrevistados classificou a mudança como oportunista e contrária aos interesses do estado. Outros 20,6% consideram a decisão legítima, porém questionável.
Apenas cerca de um quarto dos participantes vê o nome de Carlos Bolsonaro como a melhor alternativa para representar Santa Catarina no Senado.
O levantamento também testou a intenção de voto para a disputa das duas vagas disponíveis. A deputada federal Carol de Toni lidera com folga, aparecendo com 30,7% das preferências. Na sequência, o senador Esperidião Amin registra 20,1%.
Carlos Bolsonaro surge em terceiro lugar, com 18,3%, em um cenário que indica disputa direta pela segunda vaga. Mais atrás aparecem Décio Lima, com 13,4%, e Anfrânio Boppré, com 9,7%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 30 de março, com 1.280 participantes que responderam ao questionário de forma online. O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo SC-05257/2026 e oferece um retrato inicial de um cenário eleitoral ainda em formação, mas já marcado por disputa interna no campo bolsonarista e resistência local ao candidato recém-chegado.
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