O uso de um novo tipo de armamento pelos Estados Unidos em ataques ao Irã voltou a intensificar a tensão internacional após uma investigação apontar que a tecnologia foi empregada contra áreas civis. Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, um dos bombardeios atingiu uma escola e um centro esportivo, ampliando a pressão sobre Washington diante do impacto humanitário das ações militares.
De acordo com a apuração do jornal The New York Times, o ataque utilizou um míssil balístico de curto alcance conhecido como PrSM, projetado para detonar ainda no ar, segundos antes de alcançar o alvo.
O diferencial desse armamento está na liberação de fragmentos de tungstênio, material extremamente resistente, que se espalham em alta velocidade, potencializando o poder destrutivo sem a necessidade de explosão direta no solo.
A ofensiva teria ocorrido em 28 de fevereiro, durante a fase inicial da escalada militar envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. Esse episódio é apontado como um dos marcos do início do atual conflito no Oriente Médio, que desde então tem provocado instabilidade nos mercados e preocupação crescente na comunidade internacional.
No mesmo dia, outro bombardeio atingiu uma escola na cidade iraniana de Minab, resultando em 175 mortes, segundo a investigação jornalística. A responsabilidade pelo ataque também foi atribuída às forças norte-americanas, o que ampliou as críticas por possíveis violações do direito internacional humanitário.
O governo iraniano condenou publicamente as ações, classificando os ataques como inaceitáveis, especialmente pelo impacto em áreas frequentadas por civis. Até o momento, as autoridades dos Estados Unidos não se pronunciaram oficialmente sobre as informações.
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