Na reta final do prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Washington e Irã discutem uma possível trégua temporária de 45 dias para interromper o conflito em curso no Oriente Médio.
A proposta, que ganhou força nos últimos dias, surge enquanto se aproxima o novo limite definido pelos EUA, válido até a noite de terça-feira (7), no horário de Brasília, após sucessivas prorrogações. As negociações acontecem em meio à pressão americana para que Teerã reabra o Estreito de Hormuz, ponto estratégico por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
A exigência foi acompanhada de ameaças de ataques a infraestruturas, o que elevou a tensão na região. Apesar disso, interlocutores indicam que o diálogo continua, ainda que com baixa expectativa de um acordo imediato.
O impasse tem como base a divergência sobre o programa nuclear iraniano. Os Estados Unidos defendem limitações rígidas à capacidade de enriquecimento de urânio, enquanto o governo iraniano resiste a abrir mão dessa tecnologia, considerada estratégica.
A discussão retoma pontos centrais do acordo firmado em 2015, abandonado anos depois pela própria gestão americana. Teerã já encaminhou uma contraproposta ao plano inicial apresentado por Washington, considerado excessivo pelas autoridades iranianas.
Ao mesmo tempo, o discurso mais duro adotado pelos EUA nos últimos dias foi interpretado como parte da estratégia de negociação, mas também contribuiu para elevar os riscos de uma escalada militar.
No campo de batalha, o conflito se intensifica. Israel, aliado dos EUA, ampliou ataques contra alvos ligados ao Irã e a grupos aliados, enquanto forças iranianas responderam com ofensivas que atingiram cidades israelenses.
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