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Composto da cannabis pode frear avanço do Alzheimer, diz estudo

(Foto: jcomp/Freepik)

Um estudo conduzido por cientistas chineses reacendeu o debate sobre o uso medicinal do canabidiol (CBD) ao indicar que a substância pode proteger o cérebro contra danos associados à doença de Alzheimer. A pesquisa foi realizada por equipes da Universidade de Shenzhen e da Academia Chinesa de Ciências, com resultados divulgados recentemente em uma revista científica internacional.

O trabalho investigou como o CBD, composto da planta Cannabis sativa que não provoca efeitos psicoativos, atua no cérebro em um modelo experimental com camundongos que apresentam sintomas semelhantes aos do Alzheimer.

A doença, marcada pela perda progressiva de memória e deterioração cognitiva, está ligada ao acúmulo de proteínas anormais que afetam a comunicação entre neurônios e levam à degeneração cerebral.

Durante o experimento, os animais receberam doses regulares da substância ao longo de 45 dias. Ao fim do período, os pesquisadores observaram melhora no desempenho de memória e redução de sinais de ansiedade. Exames cerebrais também apontaram recuperação de estruturas importantes para a comunicação entre neurônios, sugerindo um possível efeito restaurador nas conexões cerebrais.

Além dos efeitos comportamentais, a equipe identificou mecanismos biológicos que podem explicar os resultados. O CBD teria ativado uma via celular associada à sobrevivência e adaptação dos neurônios, sem depender de processos considerados tradicionais nesse tipo de resposta. Esse achado amplia a compreensão sobre como a substância pode agir no organismo.

Outro ponto destacado no estudo é o potencial terapêutico do CBD em comparação com outros compostos da cannabis, como o THC, conhecido pelos efeitos psicoativos. Por não alterar o estado mental, o canabidiol é visto como uma alternativa mais segura para aplicações clínicas.

Os pesquisadores avaliam que, embora os resultados sejam promissores, ainda é necessário confirmar os efeitos em humanos. Caso isso ocorra, o CBD poderá se tornar uma base importante para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o Alzheimer.

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Henrique Romanine

Jornalista, colecionador de vinil e apaixonado por animais, cinema, música e literatura. Inclusive, sem esses quatro, a vida seria um fardo.

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