A Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180 registrou, ao longo de 2025, mais de 1 milhão de atendimentos em todo o país, indicando uma forte ampliação na procura pelo serviço. Os dados, divulgados pelo Ministério das Mulheres na quarta-feira (15), mostram que foram 1.088.900 registros no período, média próxima de 3 mil por dia e um crescimento de 45% em relação ao ano anterior.
Do total de atendimentos, 155.111 se converteram em denúncias formais de violência contra mulheres, avanço de 17,4% na comparação anual. Na prática, o volume representa cerca de 425 casos denunciados diariamente. Além das denúncias, o canal também foi utilizado para pedidos de orientação sobre direitos, rede de proteção e políticas públicas.
A maior parte das ocorrências segue concentrada no ambiente doméstico, que responde por quase 70% dos casos, evidenciando que a violência ainda se desenvolve, principalmente, dentro de casa. A própria vítima foi responsável por dois terços das denúncias, enquanto registros anônimos e relatos feitos por terceiros, como familiares e vizinhos, também tiveram participação relevante.
Os dados indicam ainda que a violência costuma ser recorrente. Em muitos casos, as agressões acontecem diariamente ou se prolongam por mais de um ano, o que reforça o caráter contínuo desse tipo de crime. Em termos de perfil, mulheres entre 26 e 44 anos concentram a maior parte dos registros, com destaque para a faixa dos 40 aos 44 anos.
Entre os tipos mais comuns, a violência psicológica aparece em primeiro lugar, seguida pela física. Também foram identificados casos de violência sexual, patrimonial e situações graves, como cárcere privado.
O levantamento aponta crescimento em diferentes regiões do país, com maior concentração no Sudeste. Já no início de 2026, os números seguem em alta, indicando aumento tanto nas denúncias quanto nos atendimentos. O Ligue 180 funciona gratuitamente, 24 horas por dia, como principal porta de entrada para denúncias e pedidos de ajuda.
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