O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, voltou ao centro da crise envolvendo o empresário Daniel Vorcaro após vir à tona uma doação de R$ 1 milhão feita por Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro preso pela Polícia Federal na quinta-feira (14), ao diretório estadual do partido Novo em 2022.
O repasse ocorreu durante o período pré-eleitoral em que Zema disputava a reeleição ao governo mineiro e ganhou repercussão nas redes sociais em meio ao embate público entre aliados bolsonaristas e o ex-governador.
O valor consta na prestação de contas do Novo registrada no Tribunal Superior Eleitoral e teria sido transferido em 4 de agosto de 2022 para manutenção da sigla em Minas Gerais. A informação voltou a circular depois de Zema criticar duramente as mensagens atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro enviadas a Daniel Vorcaro, classificando o episódio como um escândalo político.
Em resposta à repercussão, Zema afirmou que o dinheiro foi destinado exclusivamente ao partido e negou qualquer ligação direta com sua campanha eleitoral. Segundo ele, na época da doação ainda não existiam investigações envolvendo o Banco Master ou suspeitas contra a família Vorcaro. O ex-governador também ressaltou que a transferência foi registrada oficialmente na Justiça Eleitoral e declarou não possuir vínculos com os investigados.
Henrique Vorcaro foi alvo da nova fase da operação conduzida pela Polícia Federal que apura a atuação de uma estrutura clandestina acusada de intimidar jornalistas, críticos e autoridades. De acordo com os investigadores, ele teria participado de um esquema de ocultação patrimonial ligado ao Banco Master e movimentações financeiras sob suspeita.
As declarações de Zema provocaram reação imediata de integrantes da família Bolsonaro. Carlos Bolsonaro acusou o ex-governador de ultrapassar limites políticos, enquanto Eduardo Bolsonaro e o senador Rogério Marinho criticaram a postura adotada pelo mineiro nas redes sociais.
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