A Polícia Civil do Paraná indiciou o empresário Oséias Gomes, fundador da Odonto Excellence, por suspeita de envolvimento no assassinato de José Claiton Leal Machado, que ocupava o cargo de diretor de operações da companhia. Segundo a investigação, ele teria participado do planejamento e do financiamento do crime.
O homicídio ocorreu em abril de 2022, em Ponta Grossa, e a conclusão do inquérito foi confirmada na quinta-feira (14) pelo delegado responsável pela investigação.
De acordo com a investigação, o empresário de 54 anos é apontado pela Polícia Civil como o responsável por articular o homicídio. A motivação, segundo os investigadores, estaria ligada a conflitos internos na empresa, incluindo disputas pelo comando do grupo e desentendimentos envolvendo a criação de uma clínica concorrente por parte da vítima.
O caso vinha sendo investigado há mais de três anos e avançou com base em análises de dados telemáticos, movimentações bancárias e depoimentos de testemunhas.
Segundo a investigação, os policiais rastrearam movimentações bancárias feitas a partir de contas associadas ao empresário para pessoas suspeitas de dar suporte à organização do crime. De acordo com os investigadores, os valores teriam sido utilizados para organizar a emboscada e remunerar os participantes do ataque.
José Claiton Leal Machado foi assassinado a tiros diante da casa onde morava. Conforme o inquérito, a vítima foi surpreendida por criminosos que aguardavam sua chegada. Houve luta corporal antes dos disparos fatais, efetuados na região da cabeça.
Familiares relataram aos investigadores que o diretor já demonstrava preocupação com a própria segurança e teria mencionado temer ataques relacionados aos conflitos empresariais.
No documento enviado ao Ministério Público, a Polícia Civil atribui a Oséias Gomes o crime de homicídio qualificado, destacando como agravantes a suposta motivação do assassinato e a forma utilizada para impedir qualquer chance de reação da vítima.
A investigação também cita outros envolvidos já denunciados anteriormente, incluindo executores e articuladores do crime. Um dos suspeitos segue foragido. Em nota, a defesa do empresário negou qualquer participação no assassinato e afirmou que ele seria vítima de extorsão praticada por criminosos interessados em obter vantagens financeiras.
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