O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, deu prazo de 48 horas para que a Procuradoria Geral da República opine se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), cometeu uma “falta grave” que pode levar ele a voltar à Papudinha, por manter uma arma de fogo durante o cumprimento de pena em prisão domiciliar em Brasília (DF). Segundo a Lei de Execução Penal, comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem.
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Moraes deve levar em conta também o fato de a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ter apreendido uma arma de fogo pertencente a Bolsonaro, em uma blitz no último dia 15. Conduzido até uma delegacia, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e disse que a arma pertencia ao ex-presidente. Segundo a polícia, o homem disse que a arma tinha apresentado problemas e que, por isso, pediram-lhe que a levasse para conserto.
Em seu despacho, Moraes disse que, ao prestar depoimento sobre o caso, na tarde de ontem, Bolsonaro confirmou que a arma é sua e está devidamente registrada. Além disso, o ex-presidente manteve a arma consigo porque “tinha três mulheres em casa” e, portanto, “não poderia ficar desarmado”.
A defesa do ex-presidente pediu ao ministro que prorrogue a prisão domiciliar concedida em março. O prazo de 90 dias termina nesta quinta-feira (25).
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