Os esforços de ajuda internacional à Venezuela se intensificaram nesta quinta-feira (25), um dia após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que devastaram áreas do norte do país. Diante da tragédia, governos e organismos internacionais anunciaram apoio humanitário, enquanto as autoridades venezuelanas seguem concentradas no resgate de vítimas e na assistência aos milhares de afetados.
O balanço oficial mais recente aponta, ao menos, 188 mortos e 1520 feridos. Equipes de busca continuam trabalhando entre os escombros à procura de sobreviventes e de pessoas desaparecidas. Paralelamente, o governo interino informou a criação de um fundo emergencial de US$ 200 milhões, financiado com recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI), para custear as primeiras ações de resposta ao desastre.
A mobilização internacional se ampliou nas últimas horas. A União Europeia colocou sua estrutura de assistência à disposição da Venezuela, enquanto a Espanha confirmou o envio de uma equipe especializada composta por 54 profissionais da Unidade Militar de Emergências, acompanhados por cães farejadores e equipamentos para operações em áreas colapsadas.
A Suíça também anunciou o deslocamento de 80 socorristas, além de cães treinados e toneladas de materiais destinados às operações de resgate.
Países como Brasil, Equador, Argentina, Uruguai, Itália, China e Irã manifestaram disposição para colaborar com a resposta humanitária. O governo brasileiro informou que o Ministério das Relações Exteriores avalia as medidas de assistência que poderão ser oferecidas ao país vizinho. Já os Estados Unidos sinalizaram que preparam uma ampla operação de apoio.
Os terremotos ocorreram com apenas 39 segundos de diferença e foram registrados a cerca de 45 quilômetros um do outro, provocando uma sequência de réplicas. Os tremores também foram sentidos em partes da Colômbia e do Brasil.
Considerado o mais intenso registrado na Venezuela em mais de um século, o abalo principal provocou danos severos à infraestrutura, incluindo o fechamento do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo do país.
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