Um grupo de mais de 100 organizações da sociedade civil que atuam na defesa da saúde pública e do consumidor lançou uma campanha para convencer a Fifa a acabar com o patrocínio e da publicidade de refrigerantes e bebidas açucaradas a partir da Copa do Mundo de 2030. A iniciativa chamada de “Tirem o refrigerante do campo” argumenta que a massiva exposição de marcas de ultraprocessados em grandes eventos esportivos é contraditória, já que associa o esporte ao consumo de produtos que contribuem diretamente para a epidemia global de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.
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O foco principal do apelo é proteger crianças e jovens, que são os mais vulneráveis ao marketing de influência. Segundo os organizadores da campanha, para cada aumento de 250 mililitros na ingestão diária de bebidas adoçadas, o risco de obesidade cresce 12%; o de diabetes tipo 2 sobe 19%; e o de mortalidade por causas cardiovasculares fica 13% mais alto. Já o risco de mortalidade por todas as causas aumenta 5%.
Até esta terça-feira (14), cerca de 720 mil pessoas tinham apoiado a inciativa, segundo o site da campanha. As entidades enviaram uma carta aberta ao presidente da Fifa, o suíço-italiano Giovanni Infantino.
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