O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou, na quarta-feira (15), o início o recesso parlamentar de julho, que, na prática, deve se estender até as eleições de outubro. Segundo ele, estão previstas apenas duas semanas de “esforço concentrado”, entre 10 e 14 de agosto e de 31 de agosto e 3 de setembro. Mas nenhuma matéria importante deve ser votada no período, o que inclui a PEC que acaba com a escala de trabalho “6 X 1”, reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição de salário.
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Aprovada em 27 de maio pela Câmara Federal, a matéria não andou por falta de interesse de Alcolumbre. Apesar da iniciativa contar com o apoio de mais de 70% da população, segundo as pesquisas, o presidente do Senado sequer a encaminhou para receber parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Casa.
Alcolumbre paralisou as votações desde que seu nome apareceu como um dos implicados no esquema operado pelo ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em proposta de delação premiada vazada no início de junho, Vorcaro teria dito que repassou US$ 30 milhões ao presidente do Senado por meio de uma operação envolvendo uma conta no exterior. Alcolumbre responsabiliza o governo Lula pelo vazamento da informação e por isso passou a boicotar as matérias de interesse do Executivo.
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