As mulheres voltarão a representar a maior parcela do eleitorado brasileiro nas eleições de outubro. Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda-feira (20) mostram que 83.877.126 eleitoras estão aptas a votar no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e em uma eventual segunda rodada, no dia 30. Elas correspondem a 52,84% do total de pessoas habilitadas no país.
Desde as eleições gerais de 2022, quando havia 82.373.164 mulheres cadastradas, o grupo ganhou pouco mais de 1,5 milhão de eleitoras, avanço de 1,83%. A participação feminina mantém uma trajetória de crescimento: eram 74,4 milhões em 2014 e 77,3 milhões quatro anos depois.
Entre os homens, a expansão ocorreu em ritmo menor. O número passou de 74.044.065, em 2022, para 74.845.001 neste ano. A diferença representa 800.936 novos eleitores, alta de 1,08%.
O peso das mulheres nas urnas levou os principais pré-candidatos à Presidência a ampliar as manifestações sobre temas ligados a esse público. A movimentação ganhou intensidade após o conflito político entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Pesquisa Quaest divulgada no dia 15 apontou que 42% dos entrevistados se identificaram mais com a posição da ex-primeira-dama, enquanto 18% ficaram ao lado do senador.
Flávio, que aparece com 28% das intenções de voto contra 40% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apresentou posteriormente o programa Brasil por Elas. Lula, por sua vez, tem destacado medidas como a lei de igualdade salarial e o endurecimento das punições pelo feminicídio. O governo também enfrenta críticas pela redução de ministras e por não indicar uma mulher negra ao Supremo Tribunal Federal.
O voto é obrigatório dos 18 aos 70 anos. Quem não comparecer deverá justificar a ausência ou regularizar a situação perante a Justiça Eleitoral.
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