Sete pesquisadores do Instituto Butantan foram incluídos entre os cientistas mais influentes do mundo no ranking Best Scientists by Discipline 2026, divulgado pela plataforma Research.com. Pelo segundo ano seguido, a instituição paulista aparece no levantamento, que avalia a repercussão internacional da produção acadêmica em diferentes áreas do conhecimento.
A classificação leva em conta critérios como índice H, quantidade de trabalhos publicados e número de citações recebidas em artigos científicos. Esses indicadores ajudam a dimensionar a relevância e o alcance das pesquisas desenvolvidas ao longo da carreira de cada profissional.
Entre os representantes do Butantan estão o diretor Esper Kallás e o vice-diretor Rui Curi, além de Ana Maria Moura-da-Silva, Sergio Verjovski Almeida e Vanderson Rocha. Os pesquisadores aposentados Darci Moraes Barros-Battesti e Antonio Carlos Martins Camargo completam o grupo reconhecido nesta edição.
Rui Curi obteve o melhor desempenho entre os nomes ligados ao instituto, com a terceira colocação no Brasil em Biologia e Bioquímica. Na área de Biologia Molecular, Ana Maria Moura-da-Silva ficou em quinto lugar, enquanto Sergio Verjovski Almeida alcançou a oitava posição.
Esper Kallás aparece como o 13º cientista mais bem classificado do país em Imunologia. Vanderson Rocha ocupa o 17º lugar em Medicina, e Darci Moraes Barros-Battesti está na 50ª posição em Ciência Animal e Veterinária. Antonio Carlos Martins Camargo figura em 109º em Biologia e Bioquímica.
A atuação desses pesquisadores abrange campos como doenças infecciosas, microbiologia, toxinologia, genômica, hematologia, oncologia e parasitologia. Seus trabalhos incluem investigações sobre HIV, desenvolvimento de vacinas, processos inflamatórios, esquistossomose e venenos de serpentes.
O grupo também participa de estudos envolvendo terapia celular CAR-T para cânceres do sangue, carrapatos e substâncias encontradas no veneno da jararaca. Alguns desses compostos contribuíram para pesquisas relacionadas ao controle da pressão arterial, reforçando a importância científica e médica da produção realizada no Butantan.
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