O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) acatou pedido da bancada feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de SP e abriu um inquérito para investigar a conduta de policiais militares que entraram armados em uma escola infantil municipal na zona oeste da capital paulista. A ação ocorreu após o pai de uma aluna de quatro anos — que também é soldado da PM — acionar a corporação por se incomodar com uma atividade pedagógica que envolvia desenhos de orixás e temas de matriz africana, fundamentada nas diretrizes curriculares para o ensino de cultura afro-brasileira.
- Shopping de SP é condenado a pagar R$ 1 milhão por episódio de racismo contra adolescente negro
- Comissão da Câmara aprova PL que descriminaliza o racismo no Brasil
- Para professor Josemar, discurso de “meritocracia” é farsa para mascarar racismo
O caso aconteceu na EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Dona Leopoldina, localizada no bairro da Lapa, em novembro de 2025.
Na portaria do inquérito, assinada pelo promotor Bruno Orsini Simonetti, o MP aponta indícios de discriminação racial por intolerância religiosa, além de constrangimento sofrido pela direção e pela comunidade escolar durante a abordagem dos agentes. O governo Tarcísio de Freitas (Repub) alegou que o episódio já havia sido investigado pelas polícias Civil e Militar, que concluíram que a atuação dos policiais seguiu os protocolos operacionais padrão da corporação.
Bookmark
