Flávio Bolsonaro entra na reta decisiva das convenções partidárias sem definir quem ocupará a vaga de vice em sua chapa à Presidência da República e ainda enfrenta dificuldades para consolidar alianças para a disputa eleitoral deste ano.
Com o prazo legal para a realização das convenções terminando na quarta-feira, o senador do PL pretende usar os últimos dias disponíveis para tentar ampliar sua coligação antes do registro oficial das candidaturas.
A estratégia do presidenciável é escolher uma mulher para compor a chapa, de preferência filiada a uma legenda que também declare apoio à sua candidatura. No entanto, as negociações esbarram na posição de partidos que, até o momento, demonstram preferência pela neutralidade na eleição presidencial.
Entre os nomes analisados está o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas o PP anunciou oficialmente que não apoiará nenhum candidato à Presidência. Outra possibilidade considerada foi a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, ligada ao Republicanos.
A definição da sigla deve ocorrer durante a convenção nacional marcada para terça-feira. Além da incerteza sobre o posicionamento do partido, integrantes do PL, como o presidente Valdemar Costa Neto, avaliam que a candidatura exigiria um perfil político mais consolidado.
Nos bastidores, também surgiram as alternativas da deputada Renata Abreu, presidente do Podemos, e de Marina Candia, do PSDB. As duas opções, contudo, enfrentam o mesmo obstáculo: seus partidos avaliam permanecer neutros na corrida presidencial.
Caso não consiga fechar acordo com outra legenda, o PL já discute nomes internos para ocupar a vice, entre eles as deputadas Júlia Zanatta, de Santa Catarina, e Priscila Costa, do Ceará. Mesmo assim, aliados de Flávio Bolsonaro afirmam que a prioridade continua sendo formar uma chapa com outra sigla.
Além das articulações políticas, o senador tenta superar desgastes internos provocados pelo conflito com Michelle Bolsonaro. Embora ela tenha aceitado o pedido público de desculpas feito por Flávio e confirmado sua candidatura ao Senado, os dois ainda não voltaram a aparecer juntos em público.
Michelle também divulgou uma carta declarando apoio ao presidenciável, mas não participou do evento que oficializou sua candidatura. Enquanto Flávio segue em busca de um vice, outros concorrentes já definiram suas chapas. Luiz Inácio Lula da Silva disputará a reeleição ao lado de Geraldo Alckmin.
Ronaldo Caiado terá Gilberto Kassab como companheiro de chapa, e Renan Santos escolheu Aroldo Medina. Romeu Zema e Augusto Cury, assim como o senador do PL, permanecem sem definição para o posto de vice.
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