O senador Cleitinho Azevedo voltou atrás nesta terça-feira (4) e pediu ao Republicanos autorização para disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de outubro, apenas um dia depois de anunciar que deixaria a corrida eleitoral. A mudança foi comunicada durante a convenção nacional da legenda, realizada pela manhã, em meio às negociações para definir a chapa mineira.
Diante de dirigentes e correligionários, Cleitinho reconheceu que havia desistido em um período de fragilidade emocional e manifestou o desejo de representar o partido na eleição estadual. O senador atravessa o luto pela morte do irmão, Matheus Azevedo, ocorrida em 18 de julho, situação que influenciou a decisão anunciada anteriormente.
Na segunda-feira (3), Cleitinho apareceu emocionado em um vídeo ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e informou que não concorreria ao Palácio Tiradentes. Na gravação, ele explicou que precisava cuidar da própria saúde e permanecer próximo da família antes de assumir a responsabilidade de comandar Minas Gerais.
Após o novo pedido, Marcos Pereira encerrou as deliberações e esclareceu que a convenção nacional não tinha competência para decidir candidaturas estaduais. O dirigente já havia demonstrado incômodo com a demora do senador e afirmou ao portal UOL que a indefinição poderia comprometer o momento político necessário à consolidação da campanha.
A candidatura passou por sucessivas mudanças nas últimas semanas, apesar de Cleitinho ter apresentado sua pré-campanha em Divinópolis ao lado de apoiadores e do possível vice, Luís Eduardo Falcão. O impasse também alcançou o projeto presidencial de Flávio Bolsonaro, já que o Partido Liberal desistiu de lançar nome próprio em Minas e aguardava uma definição do Republicanos.
As legendas têm até quarta-feira (5) para realizar as convenções e oficializar as escolhas que estarão nas urnas em outubro. Depois dessa etapa, partidos e federações poderão registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto, prazo que mantém aberta a negociação sobre o futuro político de Cleitinho.
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