O avanço das convenções partidárias trouxe novos obstáculos para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) no Sudeste, com a perda de dois importantes aliados. No Rio de Janeiro, o União Brasil decidiu abandonar a aliança estadual com o PL e adotar uma posição de neutralidade.
Enquanto isso, em Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos) retirou sua pré-candidatura ao governo, reduzindo o espaço político do presidenciável em dois dos maiores colégios eleitorais do país. Mas logo depois, voltou atrás e pediu para ser candidato ao governo de MG. Todas essas mudanças ocorrem às vésperas do encerramento do prazo para definição das chapas estaduais.
No Rio, a ruptura foi motivada pela desistência do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, de disputar uma vaga no Senado. Após ser alvo de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e acabar preso em flagrante por porte de um fuzil encontrado em seu veículo, Canella decidiu buscar a reeleição para a Assembleia Legislativa fluminense.
Esse movimento levou a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, a retirar apoio à candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo estadual.
Sem o respaldo da federação, Douglas Ruas perde parte da estrutura política que sustentava sua campanha. Levantamento da Quaest divulgado no fim de julho apontava o candidato em empate técnico com Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pela segunda colocação, cenário que agora pode ficar ainda mais desafiador diante da redução do arco de alianças e da importância eleitoral do Rio de Janeiro para o projeto nacional do PL.
Segundo informações publicadas pela Folha, dirigentes do centrão atribuem o distanciamento entre Flávio Bolsonaro e partidos como União Brasil e PP à condução das negociações políticas.
Entre as críticas estaria a falta de apoio público do senador a aliados em momentos considerados delicados, incluindo episódios envolvendo Ciro Nogueira e o próprio Márcio Canella, cuja mãe de Flávio, Rogéria Bolsonaro, acabou retirada da suplência após a operação policial.
As dificuldades também atingiram Minas Gerais, onde Cleitinho desistiu da corrida pelo governo estadual. Com isso, o PL passou a negociar uma alternativa para manter influência na disputa, avaliando uma possível composição com o ex-deputado federal Marcelo Aro (PP), enquanto as conversas seguem até o encerramento das convenções partidárias, previsto para esta semana.
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