Com Lula, Selic cai 8,3%; com Bolsonaro, subiu quase 50%
A taxa Selic voltou a cair no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passou de 14% para 13,75% ao ano na quarta-feira (16), após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Foi a quinta redução consecutiva em 2026, consolidando uma trajetória oposta à registrada durante a tentativa de reeleição de Jair Bolsonaro, quando os juros subiam de forma excessiva.
Desde janeiro, quando estava em 15% ao ano, a taxa básica acumula uma redução de 1,25 ponto percentual, correspondente a uma queda de 8,3%. O movimento começou em março e tem contribuído para diminuir gradualmente o custo do crédito, embora os juros ainda permaneçam elevados para consumidores e empresas.
Durante o governo Lula, a Selic recuou para 14,75% em março, 14,50% em abril e 14,25% em junho. A sequência continuou com a redução para 14% em agosto e chegou aos atuais 13,75% em setembro.
O cenário contrasta diretamente com 2022, último ano do governo Bolsonaro, quando a taxa básica avançou de 9,25% para 13,75% ao ano. Na prática, os juros subiram 4,5 pontos percentuais, uma disparada de 48,6% ao longo do período eleitoral.
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A escalada daquele ano começou em fevereiro, quando a Selic aumentou para 10,75%, e prosseguiu em março, com a taxa chegando a 11,75%. Novos reajustes levaram os juros a 12,75% em maio, 13,25% em junho e 13,75% em agosto, patamar mantido em setembro.
Na época, o Copom era presidido por Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro para comandar o Banco Central. Embora as decisões sejam tomadas coletivamente e a instituição tenha autonomia, o ciclo de altas encareceu empréstimos, financiamentos e compras parceladas, além de dificultar investimentos produtivos.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para conter a inflação e influencia praticamente todas as operações de crédito no país. A queda observada sob Lula favorece a retomada econômica, enquanto a elevação excessiva registrada sob Bolsonaro pressionou famílias e empresas com juros significativamente mais caros.
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