Trump acusa perseguição racial contra brancos e pune cidadãos sul-africanos
Os Estados Unidos anunciaram, na terça-feira (15), novas restrições de visto contra cidadãos da África do Sul, sob a alegação de combater uma suposta discriminação racial contra brancos no país. A medida do governo Donald Trump tem como pano de fundo as políticas de reforma agrária e de reparação das desigualdades deixadas pelo apartheid.
De acordo com o Departamento de Estado, as punições poderão alcançar pessoas envolvidas em desapropriações sem indenização, práticas discriminatórias ou incitação à violência contra minorias étnicas. O governo norte-americano ainda não revelou quem será atingido nem quando as limitações começarão a ser aplicadas.
Trump acusa as autoridades sul-africanas de perseguirem os africânderes, grupo composto principalmente por descendentes de colonizadores europeus que chegaram à região no século XVII. Washington também afirma que o país não atua com firmeza diante da criminalidade rural e de manifestações hostis contra essa parcela da população.
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Entre as medidas contestadas pela Casa Branca estão leis destinadas a ampliar a igualdade de oportunidades no trabalho e a redistribuir terras. Essas políticas foram implementadas para enfrentar diferenças econômicas e sociais construídas durante décadas de segregação, período em que a minoria branca concentrou poder político, propriedades e renda.
Na avaliação do governo Trump, a atual legislação sul-africana ameaça direitos individuais, prejudica a economia e enfraquece a segurança jurídica. A ofensiva integra uma sequência de críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos à maneira como a África do Sul conduz sua agenda de reparação racial.
Pretória rejeitou as acusações e afirmou que Washington apresenta uma versão distorcida das leis do país. O governo sul-africano considera que a pressão externa fortalece movimentos extremistas contrários às mudanças adotadas desde o fim do apartheid.
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