“Abacate”: outro cão comunitário é morto a tiros no Paraná
Depois de Orelha e Caramelo, mais um cão comunitário foi vítima de violência extrema, desta vez no interior do Paraná. “Abacate”, mascote e xodó dos moradores do bairro Tocantins, em Toledo, cidade a 540 quilômetros de Curitiba, foi encontrado gravemente ferido na manhã de terça-feira (27), após ser atingido por tiros.
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Apesar dos esforços da comunidade, que se mobilizou rapidamente para levá-lo a um hospital veterinário particular, Abacate não resistiu. A bala perfurou seu intestino e mesmo após passar por uma cirurgia de emergência, o animal morreu no hospital.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil do Paraná pela Coordenação de Proteção e Defesa Animal de Toledo. Até o momento, o autor dos disparos não foi identificado.
O delegado Alexandre Macorin, da Polícia Civil do Paraná, afirmou que as investigações preliminares indicam que os autores do crime tinham intenção de matar.
Cinthia Moura, que trabalha na Coordenação de Proteção e Defesa Animal da prefeitura local divulgou informações do caso no instagram. “Na manhã de hoje, recebemos a informação de que o cão comunitário Abacate, cuidado com carinho por moradores da região do bairro Tocantins, havia sido baleado. Abacate foi resgatado por pessoas da comunidade e encaminhado para atendimento veterinário particular, sob os cuidados da Dra. Talita, que prontamente nos comunicou sobre o ocorrido”, contou ela.
“Abacate passou por exames e por procedimento cirúrgico, mas, devido à gravidade dos ferimentos, não resistiu”, explicou Cinthia, que também publicou um vídeo com o cão sendo examinado pela veterinária.
“É pelo Orelha. É pelo Abacate. É por todos os animais que não têm voz que seguiremos firmes no combate aos maus-tratos no município de Toledo”, afirmou.
Moradores e protetores expressaram profunda indignação nas redes sociais. Uma manifestação está agendada para o próximo sábado (31), no Parque do Povo de Toledo, para pedir justiça e o fim da impunidade em casos de maus-tratos.
O assassinato de Abacate ocorre em um momento de sensibilidade nacional sobre o tema, logo após a repercussão do caso do cão Orelha, em Santa Catarina, que também morreu após sofrer agressões brutais de um grupo de adolescentes.
O episódio reforça o debate sobre a necessidade de leis mais rigorosas e maior fiscalização para proteger animais vulneráveis que vivem sob os cuidados de comunidades.
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