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Alaíde Costa une sua voz ao piano de André Mehmari em novo disco

Alaíde Costa, de 90 anos, está na reta final da gravação de um álbum com o pianista André Mehmari, previsto para 2027, no Estúdio Monteverdi, em São Paulo. O projeto reúne canções que a artista desejava registrar e avança enquanto ela prepara o lançamento de “Meu vício na dor de amar demais”, marcado para novembro.

O encontro com Mehmari será o sexto disco da cantora nesta década, período de produção frequente para uma carreira iniciada nos anos 1950. Desde 2020, Alaíde tem lançado, em média, um álbum por ano, com exceção de 2023.

Para o trabalho, a escolha do repertório partiu de músicas que acompanham o gosto pessoal da intérprete, mas ainda não haviam ganhado versões suas em estúdio. A seleção se concentra na MPB das décadas de 1970 e 1980, com espaço também para composições de outros períodos.

Entre as faixas já registradas estão “Folhas secas”, de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, e “Retrato falado”, parceria de Eduardo Gudin com Paulo César Pinheiro. Também integram o disco “Contrato de separação”, de Dominguinhos e Anastácia, “Velas içadas”, de Ivan Lins e Vitor Martins, “Nobreza”, de Djavan, e “Amor proibido”, de Cartola.

Duas gravações ainda separam o duo da conclusão das sessões, realizadas no estúdio mantido pelo pianista. Restam “Meu silêncio”, de Claudio Nucci e Luiz Fernando Gonçalves, e o tango argentino “Como dos extraños”, de José Maria Contursi e Pedro Laurenz, conhecido no Brasil pela interpretação de Mercedes Sosa no álbum “Gestos de amor”, de 1994.

As sessões também estão sendo filmadas por Marcelo Lima, filho de Alaíde, para a produção de material audiovisual ligado ao álbum. Antes desse lançamento, a cantora encerrará a trilogia concebida por Emicida e Marcus Preto com o disco previsto para novembro, mantendo a sequência de trabalhos que marca esta fase de sua trajetória.

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