Governo Tarcísio demite professoras com base em estatuto da ditadura
Três professoras da rede estadual paulista foram demitidas entre maio de 2024 e agosto de 2025, durante o governo Tarcísio de Freitas, após processos administrativos fundamentados em um estatuto de 1968, elaborado na ditadura militar. Segundo reportagem da Agência Pública, as defesas contestam as punições e denunciam perseguição sindical e restrições à liberdade de ensinar.
As apurações incluem acusações de insubordinação, conflitos com direções escolares e descumprimento de obrigações pedagógicas, mas também mencionam aulas sobre questões raciais, feminismo, povos indígenas, sexualidade e religião. Duas docentes lecionavam história na mesma escola de Guarulhos, enquanto a terceira ensinava sociologia em São Sebastião, no litoral norte.
Uma das professoras de Guarulhos morreu em julho deste ano, após enfrentar problemas de saúde que, segundo familiares, surgiram depois da demissão. A causa da morte não foi divulgada, e a família busca anular a punição aplicada após um processo que durou sete anos e seis meses.
- Tarcísio termina mandato com rombo bilionário nas contas de São Paulo
- Tarcísio entrega terras públicas por R$ 1,1 bilhão abaixo do valor
- Deputado do PT pede investigação sobre propina de Vorcaro para campanha de Bolsonaro e Tarcísio
Com 24 anos de magistério, a educadora desenvolvia atividades sobre cultura negra e direitos humanos, incluindo um sarau com participação dos estudantes. Sua defesa considera a demissão arbitrária, aponta ligação com sua atuação sindical e sustenta que o prazo para aplicar a penalidade havia expirado.
As exonerações também interromperam o acesso das docentes e de seus dependentes ao hospital dos servidores, prejudicando tratamentos de saúde. Pesquisadores ouvidos pela Pública avaliam que normas anteriores à Constituição de 1988 permitem utilizar procedimentos disciplinares para intimidar educadores e limitar práticas pedagógicas democráticas, enquanto o sindicato denuncia perseguição a profissionais que defendem a escola pública.
A Secretaria da Educação afirma que houve conflitos reiterados, tentativas de mediação e garantia de defesa, além de outras irregularidades no caso da professora de sociologia. A pasta também declarou que nenhuma docente havia recorrido à Justiça, informação contestada pelas defesas, que relataram medidas judiciais contra as demissões e buscam reverter as penalidades.
Continue lendo
BOMBA! PF obtém emails que apontam uso da mesma conta bancária por Flávio e responsável pelas fraudes no INSS
Emails obtidos pela Polícia Federal indicam que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, tinha vínculo com uma conta do Santander associada ao advogado Willer Tomaz, investigado...
Grávida e sem carteira assinada: ex-funcionária levou loja de Flávio Bolsonaro à Justiça
Uma ex-funcionária da franquia Kopenhagen de Flávio Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, procurou a Justiça do Trabalho após ser dispensada quando estava...
TSE manda Lula, Janja e deputados apagarem publicações contra Flávio Bolsonaro
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, na quinta-feira (8), a exclusão de vídeos publicados pelo presidente Lula (PT), pela primeira-dama Janja e pelos deputados André Janones...
Letrux toma conta do Teatro Ipanema no Rio com música, teatro e convidados
Letrux e Arthur Braganti apresentam, em outubro, a temporada Terças Tremendas no Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa, no Rio de Janeiro, com shows às 20h que...
Racismo e misoginia no WhatsApp: polícia investiga estudantes da UFMT
A Polícia Civil investiga denúncias de racismo e misoginia atribuídas a estudantes de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), após mensagens circularem em grupos...
Você viu todas as matérias.
Não foi possível carregar. Toque para tentar de novo.





