Ameaças de morte e conteúdo neonazista: deputadas negras do PSOL do Rio denunciam ataque
As deputadas estaduais Dani Monteiro e Renata Souza, do PSOL do Rio de Janeiro, denunciaram ameaças de morte recebidas em seus e-mails institucionais na madrugada de quarta-feira (4). Com referências neonazistas, a mensagem levou os gabinetes a pedir à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a preservação de provas para encaminhamento à Polícia Federal.
O ataque menciona outras parlamentares negras de esquerda dos dois estados, incluindo Dani Balbi (PCdoB-RJ), Ediane Maria do Nascimento e Paula da Bancada Feminista, ambas do PSOL paulista. Também aparece no conteúdo o Movimento Pretas, iniciativa liderada pela deputada Mônica Seixas (PSOL-SP).
Além das ameaças de assassinato, o e-mail contém intimidações de violência sexual contra crianças e referências ao nazismo e ao integralismo. O autor da mensagem se apresenta como integrante de um grupo integralista e terrorista, identificação que ainda depende de apuração pelas autoridades.
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Para permitir o rastreamento da origem do ataque, os gabinetes acionaram a Coordenadoria Institucional de Segurança e a Presidência da Alerj por meio de ofícios. Os pedidos abrangem a conservação da mensagem original, dos registros de recebimento e dos metadados, informações técnicas que podem auxiliar na identificação do responsável pelo envio.
As equipes das deputadas também estabeleceram contato com a área da Polícia Federal responsável pela repressão a crimes cibernéticos e de ódio. Foi solicitada uma reunião com todas as parlamentares atingidas, enquanto o encaminhamento formal do material aguarda a disponibilização dos arquivos originais e dos registros técnicos.
Renata Souza considera que as ameaças procuram intimidar sua atuação parlamentar e representam uma agressão à democracia marcada por violência de gênero e raça. Dani Monteiro relatou já ter sofrido outras intimidações, mas apontou o caráter supremacista deste episódio e cobrou rapidez na investigação e punição dos responsáveis, reafirmando que continuará a exercer seu mandato e a defender direitos diante das tentativas de silenciamento.
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