Apoio a Flávio em culto leva entidade a pedir investigação e cassação do político
A Associação Movimento Brasil Laico apresentou à Procuradoria-Geral Eleitoral uma representação contra Flávio Bolsonaro (PL), o bispo Samuel Ferreira e a Assembleia de Deus Ministério de Madureira por suspeita de propaganda eleitoral irregular no sábado (10), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A denúncia envolve manifestações de apoio ao presidenciável durante o culto do centenário da denominação e pede investigação sobre o uso da celebração para promover sua candidatura.
Segundo o documento, o bispo comandou um coro de apoio ao voto entre integrantes da mesma religião, repetido 14 vezes pelos presentes. Depois, embora afirmasse conhecer a restrição a pedidos de votos naquele ambiente, mencionou Flávio sucessivamente e apresentou argumentos favoráveis à sua eleição.
O senador foi anunciado no palco como futuro presidente, enquanto pessoas na plateia gritavam seu número de urna. Ao falar, atribuiu à igreja a manifestação eleitoral, descreveu a disputa como uma batalha espiritual e participou de uma apresentação musical.
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Para a associação, a maneira como o apoio foi declarado buscou disfarçar um pedido de voto e contornar as restrições eleitorais. A entidade também considera que a resposta do candidato indica que ele tinha conhecimento da promoção de sua campanha no culto.
A representação aponta possíveis irregularidades envolvendo propaganda em espaço de uso comum, abuso de poder econômico, benefícios provenientes de fonte vedada e características de showmício. Também questiona o uso de um ginásio público estadual para favorecer uma candidatura.
Entre os pedidos estão a preservação das gravações e uma medida urgente para impedir manifestações eleitorais semelhantes até o segundo turno, em 25 de outubro. Caso as suspeitas sejam comprovadas, a entidade solicita que o Ministério Público Eleitoral avalie uma ação com possibilidade de cassação e inelegibilidade por oito anos.
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