Skip to content Skip to footer

De feminista a antifeminista: o passado de Eduarda Campopiano

Eleita deputada estadual em São Paulo pelo PL, aos 23 anos, com quase 2 milhões de votos, Eduarda Campopiano construiu sua projeção política defendendo armas e combatendo o feminismo e o aborto. Publicações antigas recuperadas pelo jornal Extra, porém, mostram que, até 2018, ela apoiava a legalização da interrupção da gravidez e pautas LGBTQIA+, além de se identificar como feminista.

A distância entre os dois períodos também aparece na relação com a religião. Antes de se aproximar do catolicismo, em 2023, Eduarda afirmava nas redes que não era cristã e nunca havia entrado em uma igreja.

Hoje devota de Nossa Senhora Aparecida, ela frequenta missas com o noivo e associa sua oposição ao aborto à história da própria gestação. Segundo seu relato, a mãe tinha hepatite C, engravidou aos 37 anos e recebeu recomendações para interromper a gravidez, mas decidiu continuar.

A estreia nas urnas ocorreu em 2024, quando conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Praia Grande, no litoral paulista, com 3.583 votos. Dois anos depois, a votação para a Assembleia Legislativa ampliou sua presença na política estadual, acompanhada da proximidade com nomes da direita.

Durante a pandemia, Eduarda publicou que havia tomado cloroquina e manifestou resistência à vacinação contra a Covid-19. A defesa do acesso a armas também ganhou espaço em seus perfis, com referências ao aprendizado em clubes de tiro.

As fotografias da adolescência registram mudanças na cor dos cabelos, enquanto as publicações abordavam escola, relacionamentos e videogames. Atualmente, motos, tatuagens e rock continuam presentes em sua rotina, ao lado do conteúdo político e religioso.

Ela e o noivo possuem motocicletas Harley-Davidson avaliadas entre R$ 50 mil e R$ 80 mil. A parlamentar também exibe livros contrários ao feminismo e manifesta o desejo de ter uma família numerosa, vinculando seus planos às convicções religiosas que passou a divulgar.

Bookmark

Continue lendo

Direitos Humanos, Mundo 13 out 2026

Pobreza dispara no mundo e já atinge 1,2 bilhão de pessoas

A pobreza multidimensional aguda alcançou 1,2 bilhão de pessoas, segundo relatório divulgado na segunda-feira (12) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A edição...

Deixe seu comentário

Usamos cookies para melhorar sua experiência e analisar o tráfego. Veja a Política de Privacidade.