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Após dar “green card” para Eduardo Bolsonaro, Trump já deportou 329 brasileiros

Desde 21 de julho, quando anunciou a concessão do “green card” ao deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o governo Trump já deportou 329 brasileiros que haviam imigrado para os Estados Unidos. Nesta terça-feira (11), mais um grupo de 74 repatriados – 64 homens e 10 mulheres – chegou ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte em Confins (MG). Entre eles, havia também uma criança acompanhada pela família.

O aeroporto de Confins vem sendo o destino dessas pessoas para as quais o “sonho americano” não sorriu, ao contrário do filho de Jair Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, articulando sanções contra o Brasil e foi condenado pela Justiça brasileira por coação por tentar interferir no julgamento do pai.

Com a leva de deportados que chegou a Confins esta semana já são quatro os grupos que chegaram ao Brasil desde a última semana de julho. Em 5 de agosto, foi recebido o maior contingente: 115 repatriados sendo 98 homens e 17 mulheres. O grupo incluía 10 integrantes de famílias, 90 homens desacompanhados e 12 mulheres desacompanhadas. A idade média era de 35 anos, com predominância de adultos entre 30 e 39 anos.

Em 23 de julho, mais 67 brasileiros desembarcaram após serem expulsos pelas autoridades estadunidenses: 56 homens e 11 mulheres. Por fim, em 15 de julho foram outros 73 deportados recebidos em BH.

Os repatriados são direcionados para Confins porque lá funciona o Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriadas e Migrantes (CREDH-RM), localizado no Terminal de Passageiros 1que realiza atendimento interdisciplinar voltado à identificação de demandas, orientação e encaminhamento aos serviços disponíveis.

No aeroporto, os repatriados recebem alimentação, kits de higiene, atendimento psicossocial, assistência à saúde e orientações sobre o deslocamento para os municípios de destino. Muitos são vacinados. O centro foi implantado em março deste ano, pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) do governo Lula.

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