Quatro dias depois da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no último sábado (13), o prefeito de Limeira (região Central de São Paulo), Murilo Félix (Podemos), mandou fechar os acessos da Ponte do Esqueleto. Maria Eduarda morreu após ser lançada um salto de “rope jump” sem estar presa às cordas do equipamento de segurança. Ela foi jogada de uma altura de cerca de 40 metros por instrutores de uma empresa privada que não tinha alvará nem registro na prefeitura.
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Antes de tomar alguma atitude, Félix, que é declaradamente bolsonarista, tentou culpar o governo Lula pelo episódio, alegando que a manutenção da ponte desativada seria responsabilidade da União. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e a SPU responderam lembrando que a prática de esportes radicais na ponte era completamente irregular e não autorizada. E que cabia aos municípios vizinhos coibir o acesso e fiscalizar atividades clandestinas.
A Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta) também alertou publicamente que a fiscalização primária de atividades comerciais cabe ao município.
A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) revelou que a ponte havia sido bloqueada fisicamente em 2024 após a morte de uma ciclista. A reabertura do local e a retirada dos bloqueios foram defendidas por empresários locais em sessões públicas na própria Câmara de Vereadores de Limeira, sem que a prefeitura mantivesse o veto ou a vigilância no local.
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