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Áudio de Vorcaro contra Lula pode ter sido gravado na prisão para uso eleitoral

Procuradores que acompanham o caso Banco Master suspeitam que o áudio atribuído a Daniel Vorcaro sobre um suposto financiamento de documentário sobre Lula tenha sido gravado na prisão para exploração eleitoral. Divulgada pela Veja, a gravação motivou a campanha do presidente a pedir à Polícia Federal uma investigação sobre sua origem.

Na gravação, Vorcaro relata uma negociação com o antigo tesoureiro petista João Vaccari Neto para obter acesso a fundos de pensão federais mediante pagamento de propina. Segundo essa versão, R$ 30 milhões teriam sido direcionados ao filme dirigido por Oliver Stone, cuja equipe nega ter solicitado ou recebido qualquer quantia.

A hipótese levantada pelos procuradores envolve a Papudinha, em Brasília, onde o banqueiro está detido e visitantes não podem entrar com celulares ou gravadores. Advogados também desconfiam de uma captação irregular, mas parte deles considera que o registro seja anterior e tenha sido divulgado agora para interferir na disputa presidencial.

Entre as possibilidades mencionadas estão a participação de agentes públicos, integrantes da defesa ou visitantes que tenham burlado a fiscalização, sem conclusão sobre a autoria. Quando Vorcaro estava sob custódia da PF, seus defensores podiam utilizar equipamentos para registrar conversas destinadas à negociação de uma colaboração premiada com os investigadores.

Conforme procuradores e advogados ouvidos pela coluna, a história sobre o documentário de Lula não integrou as propostas de colaboração, nem houve entrega de áudios à PGR. A defesa relata que Vorcaro mencionou contribuições para produções sobre Lula, Jair Bolsonaro e Michel Temer, mas não apresentou detalhes ou provas desses repasses.

A PGR informou que a proposta de colaboração foi rejeitada e que Vorcaro não prestou depoimento oral nesse procedimento, protegido por sigilo. A PF negou ter recebido depoimentos ou documentos sobre o suposto financiamento, enquanto a campanha de Lula contesta a acusação e levanta a possibilidade de adulteração.

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