Advogados acionam PF por suspeita de articulação entre Vorcaro e campanha de Flávio contra Lula
A Polícia Federal recebeu, na quinta-feira (8), um pedido de investigação sobre uma possível articulação entre o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e integrantes da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) para prejudicar Lula no segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
A representação foi apresentada por advogados do grupo Prerrogativas, que suspeitam de uma tentativa de interferência eleitoral por meio da divulgação de acusações ainda não comprovadas.
Segundo o documento, um suposto depoimento de Vorcaro estaria armazenado em um HD entregue a terceiros, com informações destinadas a comprometer integrantes do governo federal. Os autores afirmam não ter acessado a gravação e solicitam que a PF esclareça sua autenticidade, origem e eventual ligação com a campanha bolsonarista.
A suspeita surge após informações sobre negociações para uma entrevista televisiva com Vorcaro, preso preventivamente desde março. Os advogados também mencionam relatos de que o banqueiro teria recebido promessas de benefícios judiciais em troca de declarações envolvendo o financiamento de um documentário sobre Lula.
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O caso ocorre enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta investigação relacionada aos recursos destinados ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A Polícia Federal apura repasses atribuídos a Vorcaro, estimados em R$ 61 milhões, além da possível utilização desses valores para financiar atividades políticas no exterior.
Na representação, os advogados pedem a identificação dos responsáveis pela suposta gravação, dos intermediários envolvidos e de eventuais contatos com a campanha presidencial. Também solicitam registros de visitas ao presídio, movimentação de equipamentos eletrônicos e análise de possíveis pagamentos relacionados à divulgação do material.
O pedido menciona suspeitas de obstrução de investigação, denunciação caluniosa e disseminação de informações falsas para influenciar eleitores. Até o momento, as alegações apresentadas dependem de comprovação, e os advogados solicitam o encaminhamento do caso ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral Eleitoral.
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