Brasil chega às eleições com desemprego no menor nível da série histórica
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo dados da Pnad Contínua divulgados nesta terça-feira (29) pelo IBGE. O resultado, que representa queda frente aos 5,6% registrados no trimestre terminado em maio, é o menor para esse período do ano desde o início da série histórica, em 2012.
O número confirma a manutenção do desemprego em patamar historicamente baixo no país e ficou dentro das expectativas do mercado financeiro. A população ocupada chegou a 103,5 milhões de brasileiros, maior contingente registrado pela pesquisa, com crescimento de 774 mil trabalhadores em relação ao trimestre encerrado em maio.
Entre os setores que contribuíram para ampliar a ocupação estão a indústria, que incorporou cerca de 265 mil trabalhadores no período, e a construção, responsável por um avanço de aproximadamente 306 mil pessoas. Apesar dos números positivos, o mercado de trabalho apresenta sinais de perda de ritmo diante dos juros elevados e de uma atividade econômica que começa a mostrar acomodação.
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A Pnad considera tanto trabalhadores formais, com carteira assinada ou CNPJ, quanto pessoas que atuam na informalidade. Para entrar oficialmente nas estatísticas de desemprego, é necessário ter 14 anos ou mais, estar sem ocupação e ter procurado trabalho durante o período considerado pelo levantamento.
O cenário atual também reflete o desempenho da economia nos últimos anos e ocorre em meio às medidas de estímulo adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao mesmo tempo, mudanças demográficas, como o envelhecimento da população e a saída de parte dos brasileiros da força de trabalho, ajudam a reduzir a pressão sobre a taxa de desocupação.
O quadro favorável do emprego convive, porém, com desafios estruturais que devem permanecer nos próximos anos, entre eles a informalidade, a pejotização e o crescimento do trabalho por aplicativos. Também entram nessa lista os efeitos da inteligência artificial sobre vagas iniciais, as dificuldades da Previdência diante do envelhecimento populacional e a distância entre a formação profissional e as necessidades das empresas.
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