Brasil fica em segundo lugar na maior competição de ensino técnico do mundo
O Brasil conquistou o segundo lugar na classificação geral por pontos da WorldSkills Shanghai 2026, considerada a maior competição internacional de educação profissional. Realizado em Xangai, na China, o evento terminou em 27 de setembro e reuniu aproximadamente 1,4 mil competidores de 70 países. A delegação brasileira conquistou oito medalhas, sendo duas de prata e seis de bronze, além de 29 medalhas de excelência, concedidas aos participantes que superaram a pontuação média de suas respectivas modalidades. O Brasil ficou atrás apenas da China, país-sede.
Ao todo, 71 brasileiros participaram da competição, disputando provas em 64 ocupações profissionais. A equipe foi formada por alunos e ex-alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Segundo dados divulgados pela Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), 76% dos competidores brasileiros vieram da rede pública de ensino. O resultado evidencia a presença de jovens formados em diferentes trajetórias educacionais em uma disputa internacional que exige conhecimentos técnicos, domínio de tecnologias e capacidade de resolver problemas práticos.
A expansão da rede pública de educação profissional teve um marco importante durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Segundo o Ministério da Educação (MEC), entre 2005 e 2016 foram criados 422 campi da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Antes desse processo, o país tinha 140 unidades de escolas técnicas em 2002. Em 2016, a rede federal chegou a 644 unidades, ampliando a oferta de cursos técnicos e tecnológicos e a presença dessas instituições em diferentes regiões do país.
No terceiro mandato de Lula, o governo federal anunciou novos investimentos para ampliar e modernizar essa estrutura. Por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), estão previstos R$ 3,9 bilhões para a educação profissional e tecnológica, sendo R$ 2,5 bilhões destinados à construção de 100 novos campi de institutos federais e R$ 1,4 bilhão para melhorar unidades existentes, com obras em salas de aula, bibliotecas, refeitórios e ginásios, além da compra de equipamentos. A expansão prevê a criação de 140 mil novas vagas.
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