Tarcísio confessa que sabia dos planos de fuga de Flávio Bolsonaro e complica Rogério Marinho
Sem querer, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Repub) acabou se traindo e confessando que tinha conhecimento prévio dos planos de fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos após a derrota no segundo turno das eleições presidenciais. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo publicada nesta quinta-feira (29), Tarcísio diz ter “aconselhado” o aliado a não deixar o País. Além disso, ele ainda acabou complicando o senador e coordenador de campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), dizendo que ele também participou desse “aconselhamento”.
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“O conselho que nós demos a ele – os advogados, eu, (Rogério) Marinho, as pessoas que estavam ali reunidas – foi que ficasse (no Brasil)”, afirmou Tarcísio ao Estadão.
O governador explica ainda em que momento isso se deu. “Foi na reunião na casa dos advogados, quando a gente discutia, por exemplo, o próprio recado à nação, que foi a gravação daquele vídeo. Ali ele não fala mais que não vai reconhecer o resultado. Isso não cabe”, detalhou.
“Fala, por exemplo, que vai pedir a cassação, porque a cassação da chapa é algo normal. Você tem o remédio jurídico para isso. (…) Então, esses foram os conselhos: usa esse remédio jurídico e não fala que vai sair”, disse.
“Surpreso”
As declarações mostram, mais uma vez, que as histórias e versões contadas pelos bolsonaristas não se sustentam. Na terça-feira (27), Rogério Marinho se dizia “surpreso” com a fuga do aliado.
“Nós todos não temos ainda informações sobre o seu paradeiro, apenas algumas notícias que já saíram na imprensa”, disse Rogério. “Nós estamos surpresos. Porque ontem (domingo) nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse esse papel de liderança da oposição”, alegou o senador.
As falas também demonstram a pressa de Tarcísio em se descolar do aliado para se afirmar, desde já, como pré-candidato da direita à Presidência para 2030. O governador de SP não esperou, sequer, o resultado da eleição “esfriar” para se lançar, revelando que fidelidade e lealdade não é muito o forte desse grupo político.
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