Brasil organiza fórum internacional sem os EUA em Nova York
O Brasil vai realizar, na próxima quarta-feira (24), a segunda edição do evento “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, desta vez sem a participação dos Estados Unidos. A decisão foi tomada pelo governo brasileiro em conjunto com aliados, diante das crescentes tensões entre os dois países.
O encontro acontece às margens da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e terá a presença de líderes internacionais, incluindo os presidentes Gabriel Boric (Chile), Pedro Sánchez (Espanha), Gustavo Petro (Colômbia) e Yamandú Orsi (Uruguai). Ao todo, estão previstos representantes de cerca de 30 países.
Segundo o governo brasileiro, a ausência dos EUA se justifica pelas ações do país durante o governo Trump, consideradas incompatíveis com a proposta do fórum, que busca fortalecer a democracia e combater o extremismo. Além disso, o momento é marcado por questionamentos norte-americanos sobre instituições brasileiras, incluindo o sistema eleitoral e o Judiciário.
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A decisão ocorre em meio a um contexto de sanções e atritos recentes: a administração Trump já aplicou sobretaxas de 50% a produtos brasileiros, cancelou vistos de autoridades e sancionou o ministro Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky. Mais recentemente, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou novas sanções após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parte para Nova York neste domingo (21), onde abrirá os discursos da Assembleia Geral da ONU na terça-feira (23). O fórum de quarta-feira terá como foco a defesa das instituições democráticas, o combate à desinformação e ao discurso de ódio, além da promoção de igualdade social e cooperação internacional.
O evento reforça o papel do Brasil como articulador global na proteção da democracia, mesmo diante de tensões diplomáticas com potências internacionais.
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