Brasileiros reduzem atrasos, e inadimplência chega à mínima do ano
A inadimplência das famílias brasileiras caiu pelo segundo mês seguido e chegou a 29,3% em outubro, menor nível de 2026, segundo pesquisa divulgada na quinta-feira (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Também houve redução na parcela dos lares que se consideram muito endividados, de 17,3% para 16,8%, o resultado mais baixo desde abril.
O levantamento mostra que os atrasos nos pagamentos recuaram 0,3 ponto percentual em relação a setembro, quando atingiam 29,6% das famílias. Na comparação com outubro do ano passado, a queda foi de 1,2 ponto percentual, indicando melhora no cumprimento dos compromissos financeiros.
Outro avanço apareceu entre os consumidores que afirmam não conseguir quitar as contas vencidas: esse grupo diminuiu de 12,5% para 12,2%. O tempo médio de atraso ficou em 65,1 dias, embora 48,8% das dívidas pendentes estivessem vencidas havia mais de três meses.
O endividamento também cedeu, passando para 81,6%, com redução mensal de 0,1 ponto percentual. Apesar disso, permaneceu acima dos 79,5% registrados em outubro de 2025, considerando empréstimos, financiamentos e compras no cartão, inclusive com pagamentos em dia.
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Os resultados variaram conforme a renda, com queda da inadimplência entre famílias que recebem de três a cinco salários mínimos, de 27,8% para 27,1%. Entre aquelas com rendimentos de cinco a dez salários, o indicador passou de 20,2% para 19,7%, enquanto acima dessa faixa ficou estável em 15%.
Na população com renda de até três salários mínimos, porém, os atrasos aumentaram de 38,5% para 38,6%. Nesse grupo, 84,5% das famílias tinham dívidas, evidenciando a dificuldade de reorganizar o orçamento.
A CNC espera que o pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário ajude a reduzir o endividamento nos próximos meses. Segundo a entidade, as famílias têm priorizado quitar compromissos, mas os juros elevados podem dificultar a recuperação financeira em 2027.
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