A morte de uma capivara encontrada gravemente ferida na Represa Guarapiranga levou as autoridades municipais a reforçarem a fiscalização na zona sul de São Paulo. O animal foi atingido por uma flecha e não sobreviveu, apesar de ter recebido atendimento veterinário. A ocorrência, registrada no domingo (26), pode estar relacionada à caça clandestina.
A mobilização começou após pessoas que circulavam pela região de M’Boi Mirim perceberem a situação e avisarem a Guarda Civil Metropolitana. O chamado foi atendido pelo Grupamento Náutico, que localizou a capivara ainda viva e providenciou sua retirada do local.
Em seguida, o animal ficou sob os cuidados do Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (CeMaCAS). Os profissionais da unidade adotaram os procedimentos necessários para tentar salvá-lo, porém as lesões eram graves e a capivara morreu depois do resgate.
O corpo será examinado por especialistas, conforme informou a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. A necropsia poderá revelar detalhes sobre o ferimento e ajudar a estabelecer como o ataque ocorreu. Até agora, não há informações sobre a identidade do autor.
Diante da suspeita de ação criminosa, a Guarda Civil Ambiental aumentará a presença de agentes nos arredores da represa. O trabalho será realizado em conjunto com as equipes náuticas da GCM, tanto para buscar pistas dos envolvidos quanto para prevenir novos ataques à fauna local.
A legislação brasileira proíbe perseguir, capturar, ferir ou matar animais silvestres sem permissão. De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, a conduta pode resultar em multa e pena de um a três anos de prisão.
A orientação da Prefeitura de São Paulo é que situações envolvendo animais feridos sejam comunicadas pelo telefone 153. A Divisão da Fauna Silvestre também recebe chamados pelo WhatsApp (11) 95220-0219, todos os dias, das 8h às 17h.
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