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Carnaval do RJ que candidato de Flávio Bolsonaro quer acabar movimentou R$ 5,9 bilhões em 2026

O candidato do PL de Flávio Bolsonaro ao governo do estado do Rio de Janeiro, deputado estadual Douglas Ruas, anunciou que, se eleito, vai acabar com os investimentos públicos no Carnaval carioca. A alegação dele é que o evento é “o maior ataque já visto à instituição sagrada que é a família”. “Vamos acabar com essa farra”, disse o candidato, que também afirmou que não haverá mais investimentos em shows como os de Madonna e Shakira.

Além de preconceito, a fala demonstra a ignorância do correligionário de Flávio Bolsonaro sobre a importância cultural e econômica tanto do Carnaval, quanto dos megashows para o RJ e sua população. Basta verificar os números.

Em 2026, o Carnaval movimentou R$ 5,9 bilhões;

A prefeitura carioca arrecadou R$ 240 milhões gerados em Imposto Sobre Serviços (ISS) para os cofres do município, sendo mais de R$ 47 milhões vindos diretamente dos setores de turismo e eventos;

Para o governo do Estado, que o candidato de Flávio pretende assumir, a estimativa é que o evento garantiu uma receita de R$ 250 milhões a R$ 300 milhões em ICMS;

8 milhões de pessoas participaram dos eventos ao longo dos 37 dias de programação oficial, pré e pós-Carnaval.

A cidade recebeu 2 milhões de turistas – alta de 8,2% em relação a 2025, divididos em: 1,5 milhão de turistas nacionais e 471,9 mil internacionais.

50 mil empregos foram gerados pela festa;

15 mil ambulantes foram cadastrados e licenciados para atuar nos blocos de rua;

Os desfiles das escolas de samba atraíram 500 mil foliões;

Quase 7 milhões de foliões se espalharam em mais de 450 blocos autorizados;

Em relação aos grandes shows, a apresentação recente da cantora Shakira na Praia de Copacabana realizada em maio de 2026 como parte do projeto “Todo Mundo no Rio” movimentou cerca de R$ 800 milhões na economia da cidade do Rio de Janeiro, beneficiando comércio, rede hoteleira, restaurantes, transportes e serviços.

O público total foi estimado em 2 milhões de pessoas na orla de Copacabana.

A cidade atraiu cerca de 310 mil turistas para o evento, sendo 278 mil nacionais e 32 mil internacionais.

A ocupação da rede hoteleira em Copacabana e bairros vizinhos ficou próxima de 100% no fim de semana do show;

Cerca de 4 mil profissionais atuaram diretamente na produção e montagem da estrutura no local, além dos milhares de postos temporários ativados no comércio local, bares e serviços gerais;

Mas para Douglas Ruas, o que importa é manter o discurso obscurantista, mesmo que à custa do interesse da economia popular. Cai quem quer.

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