Centrão tinha mais de 300 cargos e seguia votando contra pautas do governo
O governo Lula exonerou uma série de cargos comissionados na sexta-feira (10), em resposta ao voto contrário de partidos do Centrão à MP que prorrogava a alíquota de impostos sobre apostas esportivas e investimentos no exterior. Antes das exonerações, aproximadamente 380 filiados a partidos do Centrão ocupavam cargos comissionados em ministérios comandados por essas legendas.
Um cruzamento de dados do UOL detalha a distribuição desses cargos por partido e ministério — considerando apenas servidores com filiação partidária formal. Confira os números:
Distribuição de cargos por partido
1. UNIÃO BRASIL – 119 cargos
Principais ministérios:
- Integração Nacional: 18
- Presidência da República: 10
- AGU: 9
- Transportes: 6
- Povos Indígenas: 6
Presente em 26 pastas no total
2. MDB – 112 cargos
Principais ministérios:
- Transportes: 15
- Saúde: 11
- Gestão e Inovação: 8
- Minas e Energia: 7
- Presidência: 6
3. PSD – 63 cargos
Principais ministérios:
- Agricultura: 17
- Pesca: 17
- Saúde: 5
- Integração Nacional: 5
- Povos Indígenas: 4
4. PP – 48 cargos
Principais ministérios:
- Esportes: 7
- AGU: 6
- Saúde: 5
- Integração Nacional: 5
- Gestão e Inovação: 4
5. REPUBLICANOS – 36 cargos
Principais ministérios:
- Integração Nacional: 5
- Povos Indígenas: 4
- Transportes: 4
- Portos e Aeroportos: 3
- Agricultura: 3
Crescimento das indicações
A quantidade de filiados de PP, União Brasil e Republicanos em cargos comissionados aumentou significativamente ao longo do governo, conforme Lula buscava apoio para aprovar projetos no Congresso. Esse movimento se intensificou após a nomeação de ministros aliados, como:
- Celso Sabino (União Brasil) no Turismo
- André Fufuca (PP) nos Esportes
- Silvio Costa Filho (Republicanos) em Portos e Aeroportos
Metodologia
O levantamento considerou servidores em cargos comissionados das categorias CA, CAS, CCX, CCD, CCT, CCE, CGE e cargos de natureza especial, desde que constassem como filiados a partidos e tivessem a função explicitada como “cargo em comissão” nos registros oficiais.
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