Desemprego atinge menor nível histórico para início de ano
O desemprego no Brasil ficou em 6,1% nos três primeiros meses de 2026, conforme dados divulgados na quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro. O resultado é maior do que o observado no fim de 2025, quando a taxa estava em 5,1%, mas ainda representa o melhor desempenho já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série da Pnad Contínua.
O avanço do indicador neste começo de ano está ligado a fatores sazonais que costumam impactar o mercado de trabalho após o período de fim de ano. Entre eles estão a redução de contratações no comércio e o encerramento de vínculos temporários, especialmente em áreas ligadas ao setor público.
Nesse cenário, o número de pessoas procurando emprego chegou a 6,6 milhões, crescimento de 1,1 milhão em relação ao trimestre anterior. Ainda assim, o contingente é menor do que o registrado no mesmo período de 2025.
A população ocupada foi estimada em 102 milhões de pessoas, com queda frente ao trimestre anterior, mas avanço na comparação anual. Entre as atividades econômicas, houve retração no total de trabalhadores em segmentos como comércio, administração pública e serviços domésticos, que tradicionalmente sofrem oscilações no início do ano.
Mesmo com a elevação da taxa de desemprego, outro dado chama atenção: a informalidade apresentou recuo. O percentual de trabalhadores sem vínculo formal caiu para 37,3% da população ocupada, abaixo dos níveis observados no fim de 2025 e no primeiro trimestre do ano passado.
No setor privado, o número de empregados com carteira assinada se manteve estável no trimestre, mas registrou crescimento em relação a 2025. Já o total de trabalhadores sem carteira diminuiu no período, enquanto o grupo de autônomos permaneceu praticamente no mesmo nível.
O levantamento considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui diferentes formas de ocupação. A pesquisa é realizada em milhares de domicílios em todo o país e serve como referência para acompanhar os movimentos do mercado de trabalho brasileiro.
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