Evangélicos articulam com Flávio Bolsonaro a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida
Uma bomba explodiu na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Uma proposta para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil apresentada em 2007 pelo então deputado federal e pastor evangélico bolsonarista Professor Victório Galli através do Projeto de Lei nº 2623/2007, ressurgiu nas redes sociais e viralizou, obrigando o próprio Flávio a se pronunciar. A história repercutiu muito mal entre os eleitores católicos, que passaram a vincular a ideia ao candidato do PL.
O projeto propunha alterar a Lei nº 6.802/1980 – que declarou Nossa Senhora Aparecida padroeira e instituiu o feriado nacional de 12 de outubro – para declarar a santa como padroeira apenas dos católicos, e não do país. Ele foi arquivado em 2018, mas as ligações do autor com o bolsonarismo foram relembradas, e o assunto voltou a ganhar força nos bastidores.
“Amigo do presidente”
Pastor da Assembleia de Deus de Mato Grosso e político conservador, Victório Galli tem uma forte trajetória alinhada ao movimento bolsonarista. Ele ficou conhecido como um dos aliados de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante a presidência de Bolsonaro, Galli adotou o bordão de “amigo do presidente” em suas campanhas políticas.
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Autor de projeto contra Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, foi assessor de Bolsonaro na presidência
No início do mandato de Jair Bolsonaro em 2019, Galli foi nomeado para o cargo de assessor especial da Presidência da República em fevereiro de 2019. Ele assumiu o cargo na estrutura vinculada à Casa Civil em 19 de fevereiro de 2019, com salário de R$ 16,9 mil mensais.
O ex-deputado foi exonerado em 10 de junho de 2019. A exoneração coincidiu com o período em que Galli foi condenado pela Justiça do Mato Grosso a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos devido a declarações consideradas preconceituosas contra a população LGBTQIA+.
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