Fernanda Abreu defende justiça social durante festival Paulo Leminski em Curitiba
Fernanda Abreu levou música, memória e reflexão política ao Festival Paulo Leminski, realizado no último sábado (8), em Curitiba. Durante sua passagem pelo evento, a cantora abordou a desigualdade social e defendeu a arte como uma força capaz de revelar novos talentos e aproximar os brasileiros, mesmo em períodos de tensão no cenário nacional.
Em entrevista ao jornalista Lucas Sarzi, do portal Banda B, Fernanda analisou o momento vivido pelo país, afirmando que a busca por justiça social continua sendo um desafio permanente. Para a artista, reduzir as diferenças econômicas e ampliar as oportunidades são medidas diretamente ligadas ao enfrentamento da violência e da insegurança, problemas que afetam a rotina da população em diferentes regiões do Brasil.
A cantora também destacou a riqueza da produção musical brasileira. Em sua avaliação, o país reúne uma combinação singular de melodias, ritmos, harmonias e poesia, características que mantêm a música nacional entre as mais relevantes do mundo. Fernanda ressaltou ainda que a cultura precisa continuar abrindo espaço para a descoberta de novos artistas e valores, independentemente das mudanças políticas.
Outro assunto lembrado pela artista foi a repercussão do documentário sobre os 30 anos de “Da Lata”, álbum lançado em 1995 e considerado um dos trabalhos mais importantes de sua carreira. A produção recebeu um prêmio no CURTA! Festival, reconhecimento que reforça a influência do disco na música pop brasileira e sua capacidade de permanecer atual três décadas depois.
A visita também despertou recordações da relação de Fernanda Abreu com Curitiba. Ela relembrou apresentações realizadas na cidade ao longo da carreira, especialmente os shows no AeroAnta, casa que marcou a cena cultural curitibana antes de encerrar as atividades.
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