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Flávio Bolsonaro tem mais processos na Justiça do que projetos aprovados no Senado

Em oito anos de Senado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acumulou mais processos na Justiça por suspeitas de crimes do que projetos de lei aprovados. Mesmo com o pai ocupando a Presidência por quatro anos (2019-2023), o agora candidato da extrema-direita só conseguiu aprovar dois projetos e não viu nenhum deles se tornar lei em definitivo – ambos repousam nas gavetas da Câmara dos Deputados.

Atualmente, Flávio é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Um apura indícios de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionados a pedidos de R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em outro inquérito, Flávio está tendo que explicar suspeitas de lavagem de dinheiro em sua relação com o advogado Willer Tomaz. A investigação teria identificado vínculos financeiros e pessoais, incluindo o uso de uma conta bancária na qual o senador aparecia como “usuário master”.

Rachadinha

Isso sem falar do processo arquivado sem conclusão pelo Superior Tribunal de Justiça, que apurava um esquema de desvio de parte dos salários de assessores no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele foi denunciado em 2020 pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por supostamente liderar uma organização criminosa que teria desviado cerca de R$ 6 milhões.

A lista de crimes que teriam sido cometidos apenas nesses três casos é extensa:  lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção passiva, corrupção ativa, peculato, apropriação indébita e organização criminosa.

CPMI

Os únicos projetos aprovados pelo senador do PL são o que trata da logística reversa de baterias de veículos elétricos e o que destina recursos das loterias para instituição filantrópica no Rio de Janeiro.

Agora, as suspeitas que recaem sobre o senador Flávio Bolsonaro podem ser apuradas em duas frentes no Congresso. Líderes do PT na Câmara e no Senado pediram a abertura de CPMI para investigar as conexões entre o senador e o caso do Banco Master, incluindo o financiamento da produção cinematográfica e os repasses realizados por meio de um doleiro a um fundo no exterior.

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