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Deputados do PT exigem na Justiça que sócio amigo de Flávio Bolsonaro devolva mansão de Richarlison

Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo Lula na Câmara, e Pedro Uczai (PT-SC), líder do PT na Câmara, pediram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão imediata da transferência dos direitos de ocupação de um imóvel da União na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), à WT Administração de Imóveis e Bens S/A, dirigida pelo advogado Willer Tomaz, amigo e sócio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A petição aponta possíveis irregularidades no processo conduzido pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Segundo os parlamentares, o pedido foi apresentado em nome da antiga ocupante dez dias após a contratação da venda e incluiu uma declaração de ocupação familiar que, de acordo com os documentos apresentados, não correspondia à realidade. O procedimento foi concluído em pouco mais de dois meses, sem parecer ou decisão devidamente fundamentada. Já um requerimento anterior, apresentado pela empresa que ocupava o local, permaneceu sem solução por anos. A transferência à WT foi concluída em 2022.

Os deputados pedem que os fatos sejam apurados no contexto do inquérito sob relatoria de Moraes, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz. A petição pede esclarecimentos sobre a origem dos recursos, a participação da empresa na operação, uma eventual influência política junto à SPU e a atuação dos servidores responsáveis pelo processo.
Medidas

Entre as medidas solicitadas estão a suspensão da transferência, a indisponibilidade dos direitos de ocupação e a adoção de providências pela SPU para anular o ato e reverter os direitos à União. Os parlamentares também pedem a oitiva de Alencar da Silveira Júnior, do jogador Richarlison, de servidores públicos e de pessoas ligadas às empresas envolvidas.

“Não dá para tratar esse caso como um episódio isolado. Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz estão no centro de apurações sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Agora, documentos apontam que uma empresa dirigida por Willer recebeu direitos sobre um imóvel da União em uma transferência cercada de questionamentos”, afirma Rogério Correia.

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