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Governo cria força-tarefa contra violência política; Brasil registrou 134 casos só no 1º turno

Representantes da Bancada do PT na Câmara, integrantes do governo e ativistas de direitos humanos estiveram reunidos com a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, nesta quarta-feira (28). O objetivo do encontro foi discutir a reação aos episódios de violência política, após a reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ministra anunciou, no encontro, o estabelecimento de uma força-tarefa, pelo menos até 5 de janeiro. Para garantir celeridade e que os crimes não fiquem impunes, todas as denúncias serão encaminhadas para o Ministério da Justiça.

Foram registrados casos de racismo, apologia ao nazismo, ameaças de médicos contra pacientes, perseguição a trabalhadores e comerciantes por opção política.

Balanço

Conforme pesquisa “Violência Política e Eleitoral no Brasil”, produzida pelas organizações de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global, durante os 50 dias das campanhas eleitorais do 1º turno, iniciadas em 16 de agosto e encerrada em 04 de outubro, “foram registrados 134 casos de violência política no Brasil, o equivalente a um caso de violência política a cada nove horas”.

Desse total de caso: 102 foram dirigidos a pessoas com candidaturas registradas (76,1% do total), 32 casos atingiram quem não disputava eleições (foram vítimas 19 vereadores, 3 prefeitos, um vice-prefeito e dois secretários), 4 casos contra dirigentes partidários e 2 contra sedes do PT e a equipe de uma candidata.

O estudo também indica que no 1º turno, a violência política foi cinco vezes mais frequente do que no período sem disputa eleitoral. Entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto de 2026, um total de 22 meses, o Brasil registrou 354 episódios de violência política, uma média de uma ocorrência a cada 44 horas.

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