Haddad prepara saída do governo Lula para disputar o governo de São Paulo
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima semana para disputar o governo de São Paulo nas eleições deste ano. A decisão, que vinha sendo tratada com cautela nos bastidores, passou a ser considerada praticamente certa entre aliados próximos do ministro.
A saída do cargo foi inicialmente revelada pelo jornal O Globo e posteriormente confirmada pela Folha de S.Paulo. Segundo interlocutores do governo, Haddad pretende fazer um breve intervalo antes de iniciar oficialmente a campanha eleitoral. Nesse período, ele deve se dedicar à articulação política e à montagem da chapa que o acompanhará na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.
Entre os nomes cotados para integrar o palanque do ministro estão as atuais titulares do Meio Ambiente e do Planejamento, Marina Silva e Simone Tebet. A expectativa é que ambas disputem vagas ao Senado por São Paulo.
Para isso, seriam necessárias mudanças partidárias e ajustes políticos: Marina poderia deixar a Rede Sustentabilidade para ingressar no PT, enquanto Tebet avalia migrar do MDB para o PSB. No caso da ministra do Planejamento, também seria necessário transferir seu domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo.
Nos últimos meses, Haddad demonstrava resistência à candidatura, principalmente por avaliar o risco de derrota em um estado historicamente desafiador para a esquerda. No entanto, o presidente Lula vinha defendendo a importância de ter um nome forte para liderar o campo governista no maior colégio eleitoral do país.
A movimentação ganhou força diante do cenário das pesquisas de opinião. Levantamento recente do Datafolha indica que Haddad aparece como o principal nome da esquerda na disputa. Em grau de conhecimento do eleitorado, o ministro apresenta índices semelhantes aos do atual governador paulista, Tarcísio de Freitas.
No cenário estimulado, Tarcísio lidera com 44% das intenções de voto, enquanto Haddad aparece em segundo lugar, com 31%. Outros nomes testados incluem Paulo Serra, Kim Kataguiri e Felipe D’Avila, todos com percentuais bem inferiores.
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