Impunidade marca os cinco anos da invasão do Capitólio nos EUA
Nesta terça-feira (06) completam-se cinco anos da invasão do Capitólio – sede do Congresso dos Estados Unidos em Whashington (DC) – por apoiadores de Donald Trump na tentativa de impedir a proclamação oficial da vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de 2021.
Cinco pessoas morreram por consequências diretas do ataque, incluindo um policial. Além disso, outros quatro policiais que participaram das forças de segurança arregimentadas para defender o Legislativo estadunidense cometeram suicídio nos dias e meses subsequentes.
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Desde então, Trump foi eleito presidente novamente e uma de suas primeiras medidas de seu segundo mandato foi conceder o “perdão total e irrestrito” às mais de 1500 pessoas condenadas por participação na invasão. As acusações federais contra ele relacionadas ao 6 de janeiro também foram encerradas após sua vitória eleitoral em 2024.
8 de janeiro
O desfecho do episódio que abalou a democracia dos EUA contrasta com o que aconteceu no Brasil. O 8 de janeiro de 2023, quando partidários de Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, chegou a ser chamado de “6 de janeiro brasileiro”.
Ao contrário dos EUA, três anos depois Bolsonaro – o principal mentor da trama golpista – foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão e está cumprindo pena na sede da Polícia Federal, além de ter sido declarado inelegível.
Militares de alta patente que participaram da articulação da tentativa de golpe também foram condenados e começaram a cumprir suas penas, em um cenário inédito na história do País, marcada por inúmeros ataques à democracia, e que até então invariavelmente ficaram impunes.
Outras 1.190 pessoas envolvidas nos ataques foram responsabilizadas pela Justiça e 640 delas condenadas. Além disso, há cerca de 120 foragidos que romperam tornozeleiras eletrônicas e fugiram do país, sendo alvos de pedidos de extradição.
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