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“Lava Jato 2 – o retorno?”: enquanto Lulinha é alvo de vazamentos diários, caso “Dark Horse” sumiu

O Brasil já viu esse filme. Entre 2014 e 2018, um grupo de procuradores e um juiz que comandavam a operação Lava Jato alimentavam a mídia com vazamentos seletivos com claro objetivo político. O resultado foi o impeachment de uma presidente eleita e a chegada ao poder de um deputado do baixo clero de extrema-direita. O juiz virou ministro do mesmo político que ajudou a eleger, depois de colocar na prisão seu principal adversário.

A história se repete como farsa. Neste início da campanha de 2026, a imprensa – que não esconde sua preferência – vem sendo municiada com vazamentos diários de inquéritos abertos contra o filho do presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha. Nenhum dos três inquéritos, até agora, conseguiu apurar qualquer prática concreta de ilícito por parte dele, mas as informações vazadas a conta-gotas movimentam as redes sociais e a militância de direita, favorecendo o candidato da oposição.

Enquanto isso, mais de três meses após a revelação pelo Intercept Brasil do áudio em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pede US$ 24 milhões ou R$ 134 milhões ao então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, supostamente para o filme “Dark Horse”, sobre seu pai, as investigações não andaram. Isso apesar do próprio candidato do PL ter admitido que pelo menos US$ 10,6 milhões, ou cerca de R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 para fundos ligados à produção.

O áudio foi revelado em 13 de maio. O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça – indicado para o cargo por Jair Bolsonaro – só autorizou a abertura de inquérito em 23 de julho, mais de dois meses após o escândalo vir à tona. E desde então, nada mais se sabe sobre o caso. E ao contrário do que acontece no caso do filho do presidente, não se vê nenhum vazamento de informações da investigação. É quase como se nada tivesse existido. A mídia adestrada pelo poder econômico faz de tudo para varrer o escândalo para debaixo do tapete do silêncio.

Resta saber se os brasileiros vão engolir essa história mais uma vez.

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