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Lavagem de dinheiro: PF abre nova investigação sobre amigo de Flávio Bolsonaro que “apostou” R$ 5 bi em bets

A Polícia Federal abriu investigação para apurar o crime de lavagem de dinheiro por parte do advogado Willer Tomaz, amigo próximo e parceiro de viagens do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O foco está nas movimentações bilionárias do advogado nas bets.

A suspeita veio à tona após vir a público uma ação judicial em que Tomaz cobra a devolução de valores milionários da plataforma Blaze. Alegando vício em jogos de azar, ele anexou relatórios demonstrando ter apostado cerca de R$ 5 bilhões e acumulado ganhos de R$ 4,8 bilhões em cassinos online apenas em 2025 — o que resultou em um prejuízo líquido de R$ 163,2 milhões.

Segundo a PF, o volume das apostas sequenciais levanta indícios sobre a verdadeira origem e destinação dos recursos. Além do caso das bets, Willer Tomaz já vinha sendo investigado pela Operação Sem Desconto, sob a suspeita de ser o principal operador financeiro do esquema de desconto ilegais de benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Em sua defesa, o advogado sustenta que não cometeu qualquer ilegalidade. Ele afirma que todas as movimentações financeiras foram transparentes, rastreáveis e realizadas exclusivamente por meio de sua própria conta bancária.

Carona

Em janeiro de 2025, Flávio Bolsonaro voltou de uma viagem de férias em família a Fort Lauderdale (EUA) com destino a Brasília a bordo de um jato Embraer Legacy 650, de propriedade de Willer Tomaz em sociedade com o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro. Em março de 2025, os dois também participaram de uma viagem para um safári na África do Sul.

No último dia 25, Flávio – que havia negado em julho ter voado em avião de Vorcaro – defendeu Willer após a revelação da viagem, alegando que o amigo estaria sendo “perseguido”. “Ele está sendo perseguido, como várias pessoas estão sendo perseguidas, por terem proximidade comigo, alegou.

“Não tem absolutamente nada de errado e não dá para querer criminalizar a amizade agora (…) Uma viagem em família, a convite dele. Não tem absolutamente nada a ver com Vorcaro. Se estão partindo da premissa de que ter cota de avião é ser dono de avião, então, viajei com dono do avião, que é Willer”, disse o candidato do PL.

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